13.8.06

 

Acho válido

Imprestável sensação de precisar ser lido. Imprenstável alucinação de real felicidade, ao saber que algum pingo de bosta humana perde seus imprestáveis minutos para ler este ignorante débil-megalomaniaco textinho de internet.

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Muito louco. Porque as coisas precisam fazer sentido? (introdução à filosofia burra e adolescente I). Porque eu estou pensando no que escrever; escrotas elucubrações a serviço de nada? Porque essa porra não vem pronta, psicografada por alguma geringonça mecânica industrial taylorista de produção em série, enlatada e transgênica e binária e compacta. Quero que meu fluxo de pensamento transpasse as fronteiras do ser-não-ser. Fatalmente, não consigo. Penso, penso, penso. É o que me faz humano, não é? É o que me faz o animal “”’””racional”””” que sou. Puta que pariu, eu penso. Penso porque sou um egocêntrico de merda, porque quero que esse texto seja filhadaputamente bonitinho e elucidativo, quero “ooohs” de admiração e magnestismo sexual, quero reconhecimentos e palavras baratas, quero entrar pros anais da literatura e ser previamente estudado por adolescentes estúpidos no segundo grau, quero o falho glamour da pseudo-intelectualidade, da taberna esfumaçada através de óculos stylish através de olhos blaseè através de consciências inseguras apreensivas impressionistas – afraid of everything. A máscara da presunção. No fundo eu sou um bosta, um tremendo bosta que não sabe porra nenhuma de porra nenhuma e só tenta se fazer mais intelectualóide com palavras difíceis e analogias (nem tão) bem-humoradas. Pra mim tá bom, eu finjo que sei e você finge que eu sou muito inteligente. Já estou pensando de novo. Não entendo essa mania que tenho de pensar, será que é patológico? – gole de pinga. Não sou nada. Nunca serei nada. Sou só um divagante do caralho, um egocêntrico que adora elogios e recomendações, e finge. Bêbado, estou bêbado. Acreditas?

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(Bêbado, bêbado, bêbado. Se repetir, acreditas? Por todos escrotos depoimentos, dramalhões rasgam predicados, verbos intrasitivos, valores imperativos sobre o substanciáveis neoreracionários brasileiros, que fluem as 4 postulaçoes terroristas anti-humanas através do pânico e do ultra egoísmo irradiado pelo consumismo. Típico.)

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Plástico na boca, torpor na boca, um universo inteiro a ser despejado pela boca - a boca, as mãos. Para meia dúzia de amigos e conhecidos lerem, falarem “ porra, que legal” ou então “o texto está uma bosta, não está coeso e tem vários erros gramaticais”. Pouco importa, escrevemos porque vivemos, e vivemos e sentimos e nos indignamos escrevemos porque palpita em nós a porra da vida, palpita e vibra e transborda, esse câncer que acomete a todos, essa endemia unânime que nos faz inquietos e filhos-da-puta, essa coisa insossa e fantástica, entrópica e rotatória e meticulosa, que esgota e anseia, que emputece e dá tesão - paradoxo inevitável e sucinto, a vida vida vida vida vida vida, puta que pariu, vida.


Gorfadas:
minhas madeixas loiras não me permitem entender [num primeiro momento] metade das coisas que vc escreve, então, aprecio.
 

gorfada?!

bleeeeeeeeeeeer!
 

gorfada?!

bleeeeeeeeeeeer!eeeeeeeeeer!
 

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